quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Insone


Hoje, a noite não se deitou comigo.
O dia teima em me acompanhar.
E, mesmo na escuridão, há um sol perante mim.

Hoje, luas e estrelas brincam de se esconder.
Nuvens claras insistem em encobrir o horizonte.
E, na abóbada azul, não há mais qualquer calmaria.

Hoje, não houve interrupção.
Sequer pausas para repouso.
Insone, testemunhei sua morte.

Naiana Carapeba (26/10/2011)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Túnel do tempo I

Esse poema - que escrevi ainda em 1989 - foi resgatado graças à querida amiga Cinthia Uchôa, que teve a paciência e o carinho de guardá-lo até hoje... 





Lá, onde o tempo não existe, simplesmente por não sentirmos as horas passando.
Lá, onde as ondas do mar refluxam sem pressa
E o nosso sol nos aquece por dentro, fazendo transparecer todas as emoções, por estarmos juntos.
Num lugar onde não se pode amar, onde o nosso sonho acalentado seria concretizado.
E, na nossa existência, ninguém mais era necessário existir.

Naiana Carapeba
(em algum momento do ano de 1989)


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Miragem



Falaram-me de você.
Da sua arrogância,
da sua prepotência.
De uma maneira tão desagradável,
que, a princípio, eu quase não o reconheci...

Era outra pessoa me sendo descrita.
Com interesses tão discrepantes,
com imaginação tão fértil,

que, num primeiro momento, eu não o enxerguei na tela que me era pintada em cores tão intensas...

Falaram-me de você.
Longamente e com propriedade...
E, de repente, tudo fez sentido.
Num instante, vislumbrei o quanto de desrespeito,
o quanto de egoísmo, o quanto de individualidade houve.

Falaram-me de você.

E de tudo o que você falou.
Em bravatas que poderiam destruir tudo o que me é mais caro.
E, enquanto eu ouvia, percebi, de forma lamentável, 

que você apenas estava sendo você mesmo...

Por isso, vislumbrei porque nunca houve propriamente algo além de você.
Da sua vontade, do seu imediatismo, dos seus desejos sendo satisfeitos.

Sua imagem esvaneceu como pó.
Nunca houve nada além da miragem,
do assombro que segui até o fim do horizonte...
...apenas para ver dissolver perante mim.



Naiana Carapeba (24/10/2011)

domingo, 23 de outubro de 2011

Evolução



Mudam-se os gostos.
Mudam-se os interesses.
Em evolução, a vida acontece de forma diferente.


Um novo gesto.
Um novo apelo.
A sinergia que me atende responde por outro nome.


Atividades que me envolvem.
Músicas que me embalam.
Em ritmos intensos e renovados.


Evolução.


Naiana Carapeba (23/10/2011)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Equações sem raiz



Qual o resultado de nossa equação?
Uma simples adição
trouxe em sua solução uma incógnita inesperada.


Não é impositivo, porém, encontrar todos os valores possíveis.
Não é sequer possível assim o fazer.


Estamos sujeitos a intempéries.
E, mais tempestades se avizinham,
mostrando toda a sua força
no horizonte carregado de tons cinza que nos acompanha.


Se é certo que o produto dos números só é igual a zero
se um dos fatores for também igual a zero,
em que conjunto residirá o elemento que nos anula?
A solução algébrica resolveria também a incógnita que nos paralisa?


Por enquanto, deixo a precipitação me envolver...
As áreas de risco sequer foram identificadas.
Seguem ocultas, como as incógnitas não resolvidas de nossas equações sem raiz.


Naiana Carapeba (21/10/2011)


Para quem não me conhece



"É bom o aviso:
a distância
é intransponível


para os gestos
para as vozes
e os nomes


Não contam os sacrifícios
caídos aos meus pés
as inscrições nos montes


Entre os pontos
que nos retêm
entre nós


nada vive ou respira
ou sente 
Tudo para


porque nada te pede
que vá ou fique
nada se perde


quando não se sabe
da tristeza da razão
dos frêmitos e dos fumos


de beijos secos
de uma terra seca, velha
de antes que nós existíssemos


nesse mapa
que ressoa ao fogo
mas é só papel."


(Alberto Bresciani in Incompleto Movimento)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Produtividade



É preciso produzir.
É preciso.
Mesmo em minhas pausas.
É preciso produzir.


É necessário ser útil.
É necessário.
Mesmo quando não se pode mais.
É necessário ser útil.


Porque, ao final, o que conta são as faltas.
Não as presenças.
Porque, para você, não basta uma vida inteira de retidão.
Um único suspiro, uma pausa, faz tudo ruir.


Naiana Carapeba (20/10/2011)

domingo, 16 de outubro de 2011

Meu norte



Não sendo meu,
sempre me pertenceu.
Como se houvesse nascido sob minha égide.


Não sendo meu,
andou em meus sonhos.
Como se houvesse sonhado em meu travesseiro.


Não sendo meu,
alterou minha trajetória.
Como se houvesse desmagnetizado meu norte.


Naiana Carapeba (16/10/2011)

sábado, 15 de outubro de 2011

Casida of the Weeping


I have shut my balcony
because I don't want to hear the weeping,
but from behind the gray walls
nothing is heard but the weeping.

There are very small angels who sing,
there are very small dogs who bark,
a thousand violins fit in the palm of my hand.

But the weeping is an immense dog,
the weeping is an immense violin:
the tears muzzle the wind,
and nothing is heard but the weeping.

(He cerrado mi balcón
porque no quiero oír el llanto
pero por detrás de los grises muros
no se oye otra cosa pero el llanto.

Hay muy pocos ángeles que canten,
hay muy pocos perros que ladren,
mil violines caben en la palma de mi mano.

Pero el llanto es un perro inmenso,
el llanto es un ángel inmenso,
el llanto es un violín inmenso,
las lágrimas amordazan al viento,
y no se oye otra cosa que el llanto.)


Federico Garcia Lorca

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Metamorfose



Sob seus olhos vigilantes
acontece minha metamorfose.
Minhas pétalas caídas,
minhas asas ainda úmidas,
aguardam caladas o nascimento de uma nova hora.


Transmudando-me, conquanto no mesmo lugar,
não sou mais quem eu era.
Não sou mais quem eu sou.
Não mais.
Ainda sou?
Ainda eu?


Metamorfose, apenas.
Não é suicídio.


Naiana Carapeba (14/10/2011)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011





É sempre igual,
a chuva na janela me faz lembrar nós dois.
É sempre o mesmo,
o frio que esfria o corpo é o mesmo que me aquece a alma.
É sempre assim,
um dia depois do outro...


Naiana Carapeba (13/10/2011)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

What really matters



Pausei minha vida -
para olhá-la ao longe,

através da beleza que me cercava
em qualquer lugar que eu estivesse.


Pausei minha vida -
para perceber,
de forma concreta,
como amigos verdadeiros significam o mundo para mim.


Pausei minha vida -
apenas para retomar o fôlego,
e ser capaz de fazer tudo de novo,
tudo, tudo de novo.


Porque, caríssimo,
eu não desisto facilmente.
Mas eu realmente precisava recobrar minhas forças.


O que é realmente importante...
É nunca esquecer o que realmente importa.


Naiana Carapeba (12/10/2011)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

I will survive



At first, I was afraid, I was petrified.
Kept thinkin' I could never live
Without you by my side,
But then I spent so many nights
Thinkin' how you did me wrong.
And I grew strong
And I learned how to get along.

And so you're back from outer space.
I just walked in to find you here
With that sad look upon your face.
I should've changed that stupid lock,
I should've made you leave your key,
If I had known, for just one second,
You'd be back to bother me.

Well, now go! Walk out the door!
Just turn around now,
'Cause you're not welcome anymore!
Weren't you the one
Who tried to hurt me with goodbye?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love,
I know I'll stay alive!
I've got all my life to live.
I've got all my love to give.
And I'll survive! I will survive!
Hey, Hey!

It took all the strength I had
Not to fall apart
And trying hard to mend the pieces
Of my broken heart.

And I spent, oh, so many nights
Just feeling sorry for myself.
I used to cry,
But now I hold my head up high!

And you'll see me, somebody new,
I'm not that chained up little person
Still in love with you.

And so you felt like droppin' in
And just expect me to be free,
But now I'm savin' all my lovin'
For someone who's lovin' me!

Go now! Go! Walk out the door!
Just turn around now!
'Cause you're not welcome anymore!
Weren't you the one
Who tried to break me with goodbye?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love
I know I'll stay alive!
I've got all my life to live.
I've got all my love to give.
And I'll survive. I will survive! Oohh..

Go now! Go! Walk out the door!
Just turn around now!
'Cause you're not welcome anymore!
Weren't you the one
Who tried to break me with goodbye?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love
I know I'll stay alive!
And I've got all my life to live.
And I've got all my love to give.
And I'll survive. I will survive! I will survive!

(by Gloria Gaynor)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quoi ça sert l'amour



A quoi ça sert l'amour ?
On raconte toujours
Des histoires insensées.
A quoi ça sert d'aimer ?

L'amour ne s'explique pas !
C'est une chose comme ça,
Qui vient on ne sait d'où
Et vous prend tout à coup.

Moi, j'ai entendu dire
Que l'amour fait souffrir,
Que l'amour fait pleurer.
A quoi ça sert d'aimer ?

L'amour ça sert à quoi ?
A nous donner d' la joie
Avec des larmes aux yeux...
C'est triste et merveilleux !

Pourtant on dit souvent
Que l'amour est décevant,
Qu'il y en a un sur deux
Qui n'est jamais heureux...

Même quand on l'a perdu,
L'amour qu'on a connu
Vous laisse un goùt de miel.
L'amour c'est éternel !

Tout ça, c'est très joli,
Mais quand tout est fini,
Il ne vous reste rien
Qu'un immense chagrin...

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant,
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie !

En somme, si j'ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien ?

Mais oui ! Regarde-moi !
A chaque fois j'y crois
Et j'y croirai toujours...
Ça sert à ça, l'amour !
Mais toi, t'es le dernier,
Mais toi, t'es le premier !
Avant toi, 'y avait rien,
Avec toi je suis bien !
C'est toi que je voulais,
C'est toi qu'il me fallait !
Toi qui j'aimerai toujours...
Ça sert à ça, l'amour !..


(Édith Piaf)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Meus filhos







Meus filhos são obras divinas.
São ligados a mim, indissoluvelmente.


Para eles, meu primeiro pensamento no dia,
Para eles, meu último desejo de bênção à noite.


Meus filhos,
que Deus os guarde, proteja e ilumine.


Dia e noite.
Noite e dia.


Volto já.


Naiana Carapeba (27/09/2011)

Ação e Reação


"Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi."

"Lei III: A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas."
(Terceira Lei de Newton)

Cada ação encontra seu correspondente,
em reação oposta e de igual intensidade.
Cada ato, intencional ou não,
alcança sua proporcionalidade na resposta que provoca.
Forças de igual magnitude,
de igual natureza.
Força que é a expressão física
da interação entre dois corpos.
Sempre aos pares: a ação e sua reação.

O que me frustra, porém, é saber que,
embora colineares e em módulos iguais,
sempre atiram-se as forças em sentidos opostos.


Naiana Carapeba (27/09/2011)

Lucky



Do you hear me talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm trying

Boy I hear you in my dreams
I feel you whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Oooohhhhoohhhhohhooohhooohhooohoooh

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I wait for you I promise you, I will

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music, fill the air
I put a flower in your hair

And though the breeze is through the trees
Move so pretty you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right now

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

Ooohh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh
Ooooh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh


(Jason Mraz e Colbie Caillat)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Devagar



Por favor,
olhe-me devagar.
Muitas e muitas vezes, 
olharam-me rápido demais...


Por favor,
desfrute-me com paciência.
Muitas e muitas vezes,
fui sorvida aos goles...


Por favor,
ame-me com paixão: enlouquecidamente.
Muitas e muitas vezes,
amaram-me menos do que eu merecia...


Porém, não procure me entender.
Não há tradução possível.
Não sou inteligível.
Meu domínio reside no campo do sentir.


Naiana Carapeba (26/09/2011)


Estação


Amanheceu a primavera.
Mas, em mim, o outono não cessa de acontecer.
Em seus tons ocres,
e suas folhas cadentes,
como pontos de interrogação pingando nos meus caminhos.

Amanheceu nova estação.
Mas, meus olhos fincam alhures.
E sinto gostos antigos,
e seus frios orvalhados,
como densa névoa a encobrir os parques onde me perdi.

Amanheceu realidade distinta.
Mas, a mão crispada denuncia que ainda não há flores em meu jardim.
Enredam-se os dedos,
e estrangulam-se, no meu torrão, os seus diamantes,
na vã tentativa de se sufocar um inverno que jamais se despediu...


Naiana Carapeba (26/09/2011)

domingo, 25 de setembro de 2011

Dama de vermelho


A dama de vermelho impactou minha tarde.
Em seu desfile minimalista, 
acendeu minhas fantasias em bleu, blanc, rouge...

A dama de vermelho incendiou minha insônia.
Na noite que não tem fim,
sinto seus saltos vertiginosos fincando-se na minha pele...

A dama de vermelho sorriu em minha tristeza.
Lançou ao meu alcance
chaves que abrirão as portas do paraíso...

Naiana Carapeba (25/09/2011)

sábado, 24 de setembro de 2011

Paralelos literais




Você se antecipou a mim,
em minha fuga...
Partiu e dissipou a possibilidade de nós dois.

Cobrem-me brisas,
em ondas que vem e vão,
como pequenos trechos da nossa história já morta a lamber meu corpo.

Embora quentes, as noites fazem-me gelar a sua falta.
Sinto, em minha pele, os toques fugidios do nosso último abraço de amor.
As noites molhadas de chuva são perenes,
pois não amanheceram em minha consciência.

Mesmo em temperaturas glaciais,
sinto arder o seu corpo em mim.
Ainda experimento o seu peso a me paralisar -
em ansiedade, posse e entrega absoluta...

Você se antecipou a mim,
em sua viagem...
E, mais uma vez, o mundo eclodiu em paralelos literais.
Caminhos trilhados que jamais permitirão novos encontros.

Naiana Carapeba (24/09/2011)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quase



Sabia que hoje eu quase fui à sua casa?
Hoje, eu quase passei embaixo de sua janela,
mas fiquei com medo de quem encontraria embaixo de seus lençóis, junto a você...

Eu me segurei para não fazer o movimento que você deve fazer.
Eu me agarrei ao pouco de dignidade que ainda me resta -
Antes de pedir que você me abrace,
que você me diga que me ama e,
que não pode mais viver sem mim...

Sabia que hoje a tarde me trouxe um cheiro quase igual ao seu?
E, então, meus olhos quase choraram novamente por tudo, tudo o que não fomos?
Mas contive o tanto de sentimento que me subia aos golpes. 
Disfarcei o quanto ainda podia, apesar de todos me olhando...

Sabia que, hoje, eu quase desisti de tudo o que me segura e parti ao seu encontro, definitivamente?
Hoje, eu quase desfaleci ao peso da sua ausência.
Mas, sei que você já seguiu em frente e, então, nada mais tenho a fazer...

Sabia que, hoje, eu quase...
Quase...
Quase...

Naiana Carapeba (23/09/2011)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Silêncio





O meu silêncio é audível -
Ele arranha minhas entranhas.


O meu silêncio é decepção -
Ele me traspassa como se cravado no meu peito.


O meu silêncio é grito -
Ele está escrito nos meus lamentos.


O meu silêncio é ferida aberta -
Ele nasceu do meu desencanto.


O meu silêncio é morte -
Ele me sufoca com suas nuvens de pesar.


Naiana Carapeba (22/09/2011)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Confraria 2




Reconheço a dificuldade de lidar com um grupo como o meu.
Mulheres.
Mulheres jovens.
Mulheres jovens e bonitas.
Mulheres jovens, bonitas e bem-sucedidas.
Mulheres jovens, bonitas, bem-sucedidas e realizadas.
Mulheres poderosas.


Não. Desculpe-me, caríssimo.
Mas não haverá confissão de culpa.


Naiana Carapeba (21/09/2011)

Set fire to the rain




I let it fall, my heart,
And as it fell you rose to claim it.
It was dark and I was over,
Until you kissed my lips and you saved me.
My hands they were strong, but my knees were far too weak,
To stand into your arms without falling to your feet.

But there's a side to you that I never knew, I never knew.
All the things you'd say they were never true, never true,
And the games you'd play, you would always win, always win.

[Chorus]
But I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
Cause I heard it screaming out your name, your name!

When laying with you I could stay there,
Close my eyes, feel you here forever,
You and me together, nothing is better!

Cause there's a side to you that I never knew, never knew,
All the things you'd say they were never true, never true,
And the games you'd play, you would always win, always win

[Chorus]
But I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
'Cause I heard it screaming out your name, your name!

I set fire to the rain
And I feel lost into the flames,
Well, I felt something died
Cause I knew that that was the last time, the last time!

Sometimes I wake up by the door,
And heard you calling, must be waiting for you
Even that when we're already over
I can't help myself from looking for you

[Chorus]
I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned when I cried,
'Cause I heard it screaming out you name, your name!

I set fire to the rain
And I feel lost into the flames,
Well, I felt something died
Cause I knew that that was the last time, the last time!

Oh, no,
Let it burn, oh
Let it burn,
Let it burn!
(performed by Adele - 21)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A um ausente

Imagem de Henri Cartier-Bresson
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.



(Carlos Drummond de Andrade)

Percepção Bressoniana


Sob a escusa de aguardar as surpresas trazidas do universo,
você se cala gélido,
você permanece imóvel,
esperando o outro agir.

Sob a escusa de aceitar tudo o que o destino lhe traz,
você entrega a responsabilidade ao outro,
você não se compromete,
esperando o outro decidir.

Sob a escusa de não se revoltar com sua sorte,
você não aproveita a oportunidade,
você não dispara o obturador,
esperando o outro clicar a pose que fora toda para você.

"Essa percepção bressoniana do momento a ser registrado é que faz a diferença."
(Revele-se - Fotografe Melhor - Setembro/2011).

Naiana Carapeba (20/09/2011)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sobre meninos e fogo



"Garotinho que brinca com fogo faz xixi na cama."


(Mamma Mia - O filme)

Dancing Queen




ROSIE & TANYA
You can dance

You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Diggin' the dancing queen

Friday night and the lights are low
Looking out for a place to go
Where they play the right music
Getting in the swing
You come to look for a king

TANYA
Anybody could be that guy
Night is young and the music's high
With a bit of rock music
Everything is fine
You're in the mood for a dance
And when you get the chance

DONNA / TANYA / ROSIE
You are the dancing queen
Young and sweet
Only seventeen
Dancing queen
Feel the beat from the tambourine
You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Diggin' the dancing queen

DONNA
You're a teaser, you turn 'em on
Leave 'em burning and then you're gone
Looking out for another
Anyone will do
You're in the mood for a dance
And when you get the chance

DONNA / TANYA / ROSIE
You are the dancing queen
Young and sweet
Only seventeen
Dancing queen
Feel the beat from the tambourine
You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Diggin' the dancing queen
See that girl
Watch that scene
Diggin' the dancing queen


(Mamma Mia)

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